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Atualizado: há 5 dias

A beleza que nos invade


A fé cristã e o Chamado para contemplar o belo


Existem lugares em que uma simples porta de madeira envelhecida, uma janela bem trabalhada, telhados de barro, postes e bebedouros despertam, em muitas pessoas, um choque contemplativo, fazendo-as parar e serem invadidas pela beleza.


Já outras pessoas estarão diante das mesmas formas; porém, sem sensibilidade contemplativa. Poderão tirar fotos de um belo chafariz ou de uma igreja, achar suas formas bonitas, mas não serão invadidas pelo “espanto” da beleza.


Ser invadido pela beleza não é apenas tirar fotos de belas obras de arquitetura, grafites, quadros ou chorar com uma linda canção; é muito mais do que isso.

O impacto da beleza nos alcança de tal modo que nos obriga a olhar para fora e perguntar: Quem criou tal coisa e por que ela foi feita assim?


Esse contato profundo com o belo parece nos conectar a um senso do sagrado.

Seria, então, uma forma de Deus apresentar suas digitais como Criador, Aquele que nos deu a tarefa de cultivar a beleza, para que os seres humanos voltem a olhar para Ele como Criador e Deus?


O pensamento cristão não pode ser indiferente à beleza, uma vez que Deus colocou o homem em um jardim e, mais do que isso, deu-lhe a tarefa de cultivá-lo e mantê-lo belo.

Ao se deparar com a beleza expressa na arte, na natureza, nos sons e nas cores, ore a Deus e contemple a sua majestade.


Muitos cristãos estão familiarizados com o tema da oração. Diversos livros já foram escritos sobre esse assunto; porém, quando ampliamos essa temática para a vida como um todo, poucas pessoas se dão conta de que a beleza nos convida a contemplar a face do Criador.


Digamos ao mundo que a beleza importa — citando a frase de um maravilhoso livro do saudoso Roger Scruton — e, com a graça de Deus, sejamos instrumentos para que outros vejam o Deus da beleza, glorifiquem o seu nome e passem a valorizar pequenas pausas durante o dia para contemplar as belezas que estão à sua volta.


Observem os detalhes da variedade de verdes das folhas; apreciem as cores de um entardecer; ouçam o pulsar das gargalhadas das crianças; dancem com o canto dos pássaros e, de olhos abertos e com os sentidos atentos, vivam a experiência de contemplar a grandiosidade do Deus que nos comunica a sua criatividade.


Ele é o grande Artista.

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