- Medson Barreto
- 26 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de mar.
Você é moldado pelo que ama
Costumamos pensar que nossas decisões nascem das ideias. Mas, na prática, muita coisa que fazemos tem mais a ver com afeto do que com argumento. Somos mais arrastados pelo que desejamos do que conduzidos pelo que sabemos.
A cosmovisão (os olhos com os quais enxergamos o mundo) não se forma só com lógica. Ela é tecida por tudo o que nos envolve: o que assistimos, o que repetimos, o que valorizamos, o que tememos.
Ela também é afetada pelas feridas que carregamos, pelas histórias que acreditamos, pelas promessas que escolhemos confiar. Ou seja: nossas ideias nunca vêm sozinhas. Elas viajam no corpo, no tempo, na cultura.
Você pode conhecer verdades importantes... e ainda assim amar coisas que te deformam. Você pode repetir frases bonitas... mas viver com um coração discipulado por outras promessas.
A produção cultural entendeu isso. Por isso, ela não disputa ideias. Ela forma desejos. Ela ensina o que vale a pena amar. E faz isso com imagens, ritmos, narrativas - não apenas com lógica intelectual.
A fé cristã leva isso a sério. Ela não propõe apenas doutrinas. Ela convida a entrar numa história e ser transformado por ela, de dentro pra fora.
Por isso, pensar bem é essencial. Mas se nossos desejos forem moldados por outra visão de vida, nossas ideias, por melhores que sejam, não terão raízes. O cristianismo não separa mente e coração. Porque a verdade não é só pra ser entendida. É pra ser amada. E vivida.
Esse texto nasceu da nossa pergunta "O que é Cosmovisão?" no Vitral Podcast #153. Falamos sobre razão, imaginação, cultura e afeto - e como tudo isso forma o nosso jeito de viver. Assista no YouTube ou ouça no seu app favorito.




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