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Sua fé sobrevive a um feed infinito?


No Brasil, temos 144 milhões de pessoas utilizando redes sociais. Elas não são apenas ferramentas, elas moldam pensamentos, hábitos e cultura.


No meio cristão, as redes sociais facilitaram a pregação do Evangelho, mas também criaram uma cultura de medir a espiritualidade de uma pessoa pelo número de seguidores ou pela taxa de engajamento dos seus conteúdos.


E, quando esse se torna o padrão do Evangelho, começamos a nos deparar com problemas em nossas comunidades locais, por exemplo: O aumento do “lifestyle gospel”. Segundo a ABREPE, o mercado evangélico movimenta cerca de R$ 21,5 bilhões por ano. Dentre eles, os principais nichos destacados são: música, moda e turismo, com direito a baladas, festivais e até cruzeiros.


Essa tendência, impulsionada pelas redes sociais, valoriza mais pessoas com muitos seguidores do que a comunidade local e, por isso, a leitura bíblica de muitos cristãos passa a ser influenciada por vídeos de 30 segundos, recheados de jargões espirituais.


Além disso, em 2024, a palavra “brain rot” ou “cérebro derretido” foi eleita a palavra do ano, referindo-se à perda da capacidade de concentração dos jovens, causada pelo alto consumo de conteúdo digital de baixa qualidade.


Agora imagine: como ensinar a palavra de Deus e como lidar com todas as questões complexas da vida humana sob a ótica bíblica, se perdemos a capacidade de interpretar um texto simples e, até para assistir a um filme, é preciso “empobrecer” o roteiro para que ele seja compreendido?


É fato que as redes sociais são um ponto muito importante da nossa vida, mas isso não significa que devemos deixar que as tendências impulsionadas por elas nos dominem.


E aí, como você se relaciona com as redes sociais e quais impactos elas têm causado na sua comunidade de fé?


  • Leonardo Oliveira, publicitário.


Dica de livro:













1 comentário


Excelente ponto Leo, oremos por uma geração que volte ao secreto, ao tempo de contemplação, sem a necessidade de exposição... Que usemos dessa ferramenta para fazermos Cristo conhecido por quem somos. Deus abençoe 💙

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